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Por que é tão difícil investir em si mesma?

  • Foto do escritor: Fernanda Souza
    Fernanda Souza
  • 29 de mai.
  • 2 min de leitura

"Eu faço tudo por todo mundo… mas quando chega a minha vez, parece que não tem mais espaço."

Se essa frase soa familiar, você não está sozinha.


Mulher exausta

Muitas mulheres vivem exatamente esse dilema: conseguem se doar, atender, acolher e resolver para os outros — mas tropeçam na hora de olhar para si. Não é por falta de capacidade, de desejo ou de consciência. Muitas vezes, o que está em jogo é algo mais profundo.



A armadilha do “dar conta”


Desde cedo, muitas mulheres são ensinadas — de forma explícita ou sutil — a colocar o outro em primeiro lugar. Seja na família, nos relacionamentos, na vida profissional. A lógica é clara: ser boa é ser útil. Ser valiosa é ser disponível.


Com o tempo, esse movimento de se moldar ao outro se torna automático. Atender às demandas externas vira rotina. E quando finalmente sobra um tempo, uma energia ou algum recurso para si mesma… o estranhamento aparece.


É como se cuidar de si fosse um desvio. Como se investir em algo próprio fosse egoísmo. Como se o valor de uma mulher estivesse sempre fora dela.


Quando sobra, não encaixa


Muitas pacientes dizem que, mesmo quando têm tempo para fazer algo por si — seja um momento de descanso, uma oportunidade de escolher um lazer — sentem culpa, desconforto, ou uma sensação difícil de nomear.É como se o espaço que deveriam ocupar estivesse tomado por todas as outras urgências.


Essa sensação de “não ter lugar” não é fantasia. É reflexo de um jeito de ser marcado por anos — às vezes décadas. É o resultado de uma vida em que o desejo do outro veio antes do próprio.


Investir em si é mais do que gastar dinheiro


Investir em si não é só sobre dinheiro — é sobre dar valor. É reconhecer que você existe além das suas funções. Que você tem uma história própria, uma dor legítima, uma escuta que também merece ser feita.


Na clínica, escutar esse lugar que tenta aparecer, mas que vive sendo sufocado, pode ser o primeiro passo para reconstruir um espaço interno onde se possa existir com mais inteireza.


Um convite ao cuidado possível


Talvez você ainda não saiba como ocupar esse lugar. Talvez pareça desconfortável ou mesmo impossível. Mas há um começo possível: uma escuta que não julga, não cobra e não exige performance. Uma escuta que se faz junto com você.


Investir em si é se autorizar a existir — e isso, sim, pode transformar o que parecia apenas mais um sintoma em um ponto de virada.


Pronta para começar esse movimento em direção a si mesma?




 
 
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